Jul 11, 2020 Last Updated 7:10 PM, Apr 21, 2020

Cultura Gera 1 milhão de empregos no Brasil

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Um dos primeiros setores afetados pela crise do coronavírus, a cultura e a economia criativa enfrenta crise que gera apreensão nestes profissionais em situação de vulnerabilidade pela própria sobrevivência e de suas famílias,já que estes ficaram sem possibilidade de renda da noite para o dia; na foto,o ator Guilherme Calzavara toca trombeta na sessão da peça Roda Viva no Theatro Municipal em janeiro deste ano – Foto: Jennifer Glass/Divulgação/Oficina

De uma hora para a outra, as cortinas dos teatros foram fechadas, os shows cancelados, os cinemas apagaram suas luzes, as salas de exposição se viram vazias, as coreografias cessaram, os flashes apagaram suas luzes, as livrarias fecharam suas portas, grandes festivais e eventos culturais foram cancelados, a publicidade parou seus testes e gravações. Assim como muitos outros brasileiros que se viram sem emprego no pior momento da história da humanidade, os profissionais da cultura e da economia criativa ficaram sem suas fontes de renda, navegando em um mar de incertezas que deixa estes profissionais apreensivos e perturba suas noites de sono.

A cultura e a economia criativa é um importante motor da economia brasileira, país reconhecido no mundo todo por sua criatividade artística, seu principal cartão de visita. No Brasil, a cultura gera 1 milhão de empregos (o que significa 1 milhão de famílias sobrevivendo desta área), movimentando o impressionante número de 239 mil empresas e instituições, além de gerar R$ 10,5 bilhões em impostos e representar 2,64% do PIB. Só o Estado de São Paulo, onde a economia criativa demonstra sua maior força no território nacional, o setor abarca 47% do PIB criativo brasileiro, representando a cultura e a economia criativa 3,9% do PIB estadual, gerando 330 mil empregos, abastecendo 100 mil empresas e instituições paulistas. É muita gente.

"Eu vivo de bilheteria", lembra a atriz Nany People, que está em quarentena em seu apartamento paulistano como todos os brasileiros, para preservar vidas, o que realmente importa neste momento. Mas, assim como tantos outros, ela quer saber como vai sobreviver confinada. "Não sabemos como vamos pagar o aluguel de nossos espaços nem nossos funcionários", revelam Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, da Cia. de Teatro Os Satyros, instalada na praça Roosevelt, centro paulistano, também em quarentena e apreensivos. "Não temos patrocínio. Somos mais de 60 artistas na companhia e estamos zerados sem as bilheterias", afirmam os artistas do Teatro Oficina dirigido por Zé Celso, que completou 83 anos no último dia 30 de março trancado em seu apartamento, em meio à crise do coronavírus.

Estes são apenas alguns dos milhares de exemplos espalhados pelo Brasil: como os artistas brasileiros vão sobreviver nestes duros tempos que se impõem? E aí não estamos falando de artistas com contratos milionários com emissoras de TV, mas de gente de teatro, da música, do circo, da dança, do cinema e produção audiovisual independente, das artes visuais, do circo, da arte de rua, do mercado publicitário, divulgador e jornalístico especializado em cultura, além de tantas outras formas artísticas de sobrevivência cotidiana que agora estão impedidas de existir.... - Veja mais em https://miguelarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2020/03/31/como-os-profissionais-da-cultura-vao-sobreviver-a-crise-do-coronavirus/?cmpid=copiaecola

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